Eu troquei o rock pelo jornalismo

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Ao contrário de muitas pessoas eu decidi minha carreira muito cedo. Estava na quinta série e já sabia que seria jornalista, graças a um trabalho que a professora de português passou para todas as quintas. Fizemos um ‘telejornal’ com notícias da escola e eu simplesmente amei coletar informações, pesquisar, juntar e mostrar para todo mundo. Lembro com orgulho que nosso grupo foi o melhor da escola.
Confesso que cheguei a pensar em cursar farmácia, queria trabalhar fazendo perfumes, misturava vários até descobri uma fragrância nova, outra opção seria criar cosméticos, para quem tem cabelo crespo como o meu o grande sonho era inventar uma fórmula poderosa para pelo menos acabar com o volume das madeixas.
Anos mais tarde comecei a trabalhar com crianças na igreja e então minha terceira opção era pedagogia, mas hoje percebo que faria uma péssima escolha porque não tenho mais paciência com crianças (mais de uma já saio gritando).
Fora isso, sempre fui muita ligada a música, tinha um grande sonho de montar uma banda de rock formada só por mulheres, já formei uns quatro grupos com minhas irmãs e amigas, nenhum deles saiu do papel. Eu babo em bandas pesadas com vocal feminino. Sonhava em sair pelo mundo levando mensagens positivas de paz e esperança.
Cheguei a fazer 6 meses de aula de violão, ganhei uma guitarra de presente de aniversário quando completei 16 anos, mas com o tempo perdi esse sonho de banda, minhas prioridades foram mudando.
Dois anos depois entrei para a faculdade de jornalismo e a primeira coisa que fiz foi vender minha guitarra. Tenho saudades dela, de quebrar as cordas todas as vezes que eu tentava afinar, era péssima nisso… Sempre chamava um vizinho para me ajudar.
Esses dias encontrei com ele voltando para a casa agora ele é músico profissional , toca em bares e ensina música no CEU como contratado da prefeitura. Fiquei lembrando desse sonho bom em viver de música, mas acho que fiz a escolha certa.
Ele se lembrou de que sempre disse que seria jornalista e não se assustou com a minha decisão de trocar a guitarra pelo BLOCO DE NOTAS.
Às vezes olho pro violão empoeirado em cima do guarda-roupas e vem na mente a lembrança daqueles tempos de aula e treinos. Sinto vontade de sentar e dedilhar alguma coisa, mas logo desisto, só consigo lembrar dos acordes maiores, menores e com sétima. Sinceramente hoje eu prefiro sentar no computador e escrever alguma coisa.


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