Será que a solução para o Brasil é colocar uma mulher como presidenta? Não quero falar sobre isso só pela comemoração do Dia Internacional da Mulher, nem pela briga acirrada que Hillary Clinton tem travado com seu opositor, Barack Obama, que prova a resistência e garra que a mulher de hoje tem para almejar cargos de muita responsabilidade. Mas principalmente por saber que nós mulheres temos sim, capacidade para governar uma nação, ainda que seja a mais ‘forte’ do planeta.
Esses dias a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, recusou mais de 300 documentos que estavam destinados a ela como presidente, com E e não com A. A forma com ela insiste em ser chamada pela pronúncia correta do feminino de presidente chamou a atenção da mídia. No cenário político atual Cristina é a segunda mulher a frente de um país na América do Sul. A outra é Michelle Bachelet que preside o Chile.
O Equador já foi presidido por uma mulher, Rosália Artega, que era vice-presidente e teve que assumir o país em 1997 quando o então presidente, Addalá Bucaram, foi impedido de governar pelo Congresso. Como vice, Rosália assumiu o comando do país, mas seu rival, Fabián Alarcón, líder parlamentar, recebeu total apoio do Congresso e como a Constituição do Equador não dizia quem deveria assumir, Alarcón ganhou essa disputa.
Outra mulher que teve alguns meses de glória a frente de um país sul-americano foi Lídia Gueiler Tejada que foi presidente da Bolívia de 16 de novembro de 1979 a 17 de julho de 1980.
Até a República Guiana já foi governada por uma dama, Rosalie Janet Jagan, esposa de Cheddi Jagan que foi Primeiro-Ministro e Presidente da Guiana. Rosalie ficou no poder de 1997 a 1999, passou a ser a 2º mulher da história do continente a assumir um país depois de Isabel Perón, porém a foi a primeira eleita democraticamente.
Mas voltando para o Brasil, quem seria uma boa candidata para o cargo? Especula que o presidente Lula esteja engatilhando a Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, como sua substituta. Ela nunca disputou o cargo, e ainda é nova de filiação no partido do presidente, o Partido dos Trabalhadores (PT), sabe-se pouco sobre ela. Entre suas características (destacadas na edição da Revista Veja, edição 2050 de 05/03/2008) está ter raciocínio rápido e domínio em assuntos do governo, por outro lado a revista destaca que a Ministra tem gênio difícil e pavio curto.
Não quero parecer feminista, tão pouco apoiar qualquer pré-candidatura, mas acredito sim que uma mulher no comando do país poderia fazer uma grande revolução na nossa história política e também cultural.
Afinal as mulheres se acostumaram a ter mais de uma tarefa diária. Cuidam dos filhos, trabalham fora, cuidam de sua vida social, da família, dos serviços domésticos, fazem compras no mercado, vão ao shopping, salão de beleza e algumas ainda conseguem tempo para praticar esportes ou atividades extras.
Com certeza o papel da mulher na sociedade mudou. Os valores mudaram e hoje elas conseguem comandar grandes e pequenas empresas, por que não o Brasil? Hoje cerca de 11,3 % dos políticos no país são mulheres (dados da eleição de 2006), agora nos basta saber qual dessas representantes femininas almejarão ao cargo. Espero que seja uma que tenha a audácia da Hillary para brigar por este posto, a determinação de Cristina para defendê-lo e a seriedade de Michelle para levar nosso país a superar seus desafios.

